Veja o Mundo da minha maneira.

Mármore.

terça-feira, 1 de novembro de 2011


Inabalável, algo quase que desumanamente, certamente escondendo no seu interior a verdade por trás dos teus atos, mascarando a verdadeira face, a parte superficial de alguém mostrada da maneira mais refinada possível, afinal para que mostrar seu eu verdadeiro, para que ser uma pessoa fraca se você pode ser qualquer coisa, qualquer coisa por trás de uma mascara, pessoas são frias, pessoas são superficiais e cegas pela perfeição, pessoas são cheias de orgulho e autocontrole por fora, e vazias por dentro, pessoas são frias, frias como mármore.
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Paredes de mim.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011


De dentro da minha prisão que um dia chamei de lar vejo lá fora as paredes do meu palco cinza, hoje parecem muralhas aos meus olhos, aquele velho palco que um dia me trouxera alegria agora toma lugar em minha dor, os sorrisos de todos aqueles que amei quebram-se dentro de mim, a visão da pequena janela empoeirada forra a moldura  arquitetada de um novo amanhecer ,as cores de outrora pareciam mais vivas que as velhas pinturas em cores mortas dos dias de hoje, talvez sejam apenas meus olhos, ou a decadência tomando conta do vazio que se ocupa em me corromper a alma, os dias se vão e com eles as minhas memórias que se desvanece,tudo se consome até que nada reste, os dias me consomem até o meu fim nesse mundo terrestre...
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Silencio

sexta-feira, 12 de agosto de 2011


Seu silencio me consome, me derrota, me deprime, me aprisiona lentamente como provas de um crime que me atormenta nas minhas noites sozinho, na sua mente uma infinidade de pensamentos desconhecidos por mim, na minha, um ponto de interrogação que me enlouquece, demasiadas vezes me sinto a mercê de pensamentos dolorosos e a contribuir com cada lagrima que cai dos meus olhos...
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Maquina de risos.

quarta-feira, 27 de julho de 2011



Risos forçados escondem a tristeza de um velho palhaço, no teu rosto à pintura branca encobre o teu sofrimento, amargurada dor interior enterrada debaixo de uma mascara que o acompanha ate o fim do espetáculo, todos os seus sonhos despedaçados, quebrados em partes, partes deixadas ao longo do caminho, por vezes no sorriso de uma criança outras vezes na amargura de um mendigo...

Qual o preço de um sorriso?
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Longe das condenações

terça-feira, 5 de julho de 2011


Voa, voa para longe, longe de tudo aquilo que te condenas.
Tão distante de tudo, seus gritos ecoam ao luar, ao soar do silencio, gritos sem ecos, gritos, apenas gritos...
Como se sentes pobre criança? Sem ninguém a te ouvir?
Esquecida na escuridão, longe da condenação, onde o seu reflexo não perturbam mais os olhos daqueles que lhes condenam.
Olhe ao seu redor, o que você vê? Um abismo ao lado de um deserto, não se engane com sonhos perdidos no tempo, eles apenas a querem afundar no esquecimento.
Voa, voa não olhes para trás, a distancia não é o bastante para o mal que estais por vir.
Suas lamentações alimentam o desejo daquilo que lhe persegue, o medo do amanha despedaça o que um dia foi seus sonhos.
Suas lagrimas ressecam seus sentimentos, a sua inocência se foi junto com o amor de uma pequena criança...
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Olhos vazios.

sexta-feira, 10 de junho de 2011


Ruas vazias, frio e escuridão tomam conta das vielas, lua cheia no céu e um imenso vazio no peito, pessoas envenenadas pela vida vagando na noite, rostos de poucas expressões pelas ruas da solidão, dores encravadas no peito e espinhos dentre pés descalços, feridas abertas na alma, pessoas sem esperança vagando sem direção, lagrimas apagando sonhos, memórias, agora dolorosas demais, um clamor ao esquecimento, aos olhos de um estranho, gritos de lamento embora silenciosamente, pensamentos de morte e esperança os fazem duvidar do próximo passo, presas ao outro lado do espelho reaprendendo a viver na outra face do mundo.

Dedicado: Aos moradores de rua.
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Um ultimo adeus.

quinta-feira, 5 de maio de 2011


Seguindo de olhos fechados numa estrada ilusória, limitada apenas por um fio de uma vida em decadência, seguindo a passos contados em horas regressivas numa contagem de números incertos de uma morte certa e inesperada onde o teu coração para e o seu ultimo pensamento marca o termino da historia de alguém que se foi, um adeus marcado no tempo, saudade guardada no peito, mas em breve as lágrimas cessarão e tudo será apenas uma triste memória esquecida num pedaço de papel de um cartão fúnebre escondido entre as paginas de uma velha bíblia empoeirada...
Adeus Vovô...
Sinto sua falta!
Eu não te esqueci...
Saudades...
Dedicado a: Severino Ferreira de Araújo.
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Depressão



Tudo perdeu seu sentido, nada tem razão nem motivo, há somente dor, angustia, tristeza e melancolia, meus dias se tornaram iguais minha vida agora é rotina seguida de brigas, desilusões e decepções, me sinto como já vivido tudo que me foi destinado, sou agora um corpo vazio vagando sem rumo em algum lugar, cuja alma esta aprisionada no vazio do esquecimento, tudo agora é apenas reflexo do que já foi, paginas esquecidas de um livro nunca lido, me sinto traído e banido pelo meu próprio eu, lutando pela vida quando na verdade já morri...
O mundo é uma grande prisão sem grades com um infinito campo minado para prosseguirmos...
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Reflexo da realidade.


Acordar de si mesmo é como um acordar para a realidade, a vida é apenas um reflexo daquilo que é real, uma miragem de algo sem sentido de onde você imagina que a felicidade esta ao cruzar o espelho da realidade, errado!
A felicidade esta onde você determinar que ela esteja.
 Acordar para a realidade é deixar para trás todas as suas fantasias, é trocar a inocência pelo luto e lamentar a perda de sua alma humana, num lugar onde será o seu tumulo no mundo trocado pela ilusão...
Eu acordei e hoje estou preso no reflexo de um lugar que se chama ‘’Realidade’’. 

’Trechos de musicas‘’

Ainda me lembro do mundo
Dos olhos de uma criança
Pouco a pouco esses sentimentos
Foram encobertos pelo que sei agora

Aonde foi parar meu coração?
Em uma troca injusta pelo mundo real
Oh, eu... Eu quero voltar
A acreditar em tudo e saber de nada

Ainda lembro do sol
Sempre morno nas minhas costas
De algum modo ele parece frio agora

Aonde foi parar meu coração?
Caído na armadilha dos olhos de um estranho
Oh, eu... Eu quero voltar
A acreditar em tudo

Conforme os dias se vão, diante de meu rosto
Enquanto a guerra estoura na minha frente, me encontro, nos últimos dias de existência, desse pobre vilarejo, esse parasita dentro de mim. Eu o fiz sair. “Na escuridão da tempestade jaz um mal, mas esse sou eu”.

Acordar é saber quem você realmente é!
‘’Evanescence’’

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Ceifeira inegável.


Ela estava lá quando todos lhe abandonaram
Ela estava lá quando todas as coisas deixaram de ter um sentido
Quando teu único amigo era a solidão...
A morte assola ao lado de um ser em decadência como uma sombra a seguir teus passos e a cada abraço dela a chance de um beijo mortal...
Não se sabe quando ela ira lhe beijar...
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Dedicatória final.


  De todas as coisas que vivi ou morri perder você foi à pior delas, é como acordar e não ver mais a luz...
  As coisas ganham maior importância quando já não a temos do nosso lado, a morte não dói para aqueles que se foram e sim para aqueles que perderam alguém, embora eu ainda esteja aqui a melhor parte de mim se foi...
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Nossa despedida.


  Para aqueles que já amaram alguém...
  Sinto pela minha perda, sinto pelo meu amor que se foi, meu coração esta partido novamente, ouço batidas desesperadas de sinto muito, me ocupo em minutos a olhar o telefone acreditando ouvir sua voz por uma ultima vez, não creio que isso aconteça, mas é somente no que consigo pensar nesse instante...
  Não consigo falar com palavras o que estou a sentir agora, apenas sei que não estou bem...
  Temo chorar e não parar mais, por outro lado temo que minha amargura seque minhas lagrimas, acho que apenas devo aguardar e talvez um dia essa dor vá embora, não há nada melhor que o tempo para aquebrantar minha dor... Adeus...
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Sinto pela minha perda.


   Penso na chuva que cai lá fora, nos raios que percorrem as nuvens como se fossem trilhos de uma ferrovia, no barulho que estremece a terra, na luz formada pelos raios que mais parecem vasos sanguíneos ofuscantes, adoro ouvir o barulho da chuva, numa melodia melancólica e sombria.
  Isso me faz lembrar você e nas varias vezes que sorri ao teu lado, dos abraços apertados dos carinhos nunca gastos e do amor que nunca deixou de existir entre nós...
                                                     Where we you GO? Miss you...
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Do paraíso para o inferno.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

  Oh quem sois vós? Tão perfeito que ate os anjos pecam pela inveja, um ser imortal ao qual pecaste diante daquele a quem o criou, exilado e banido, um ser divino agora profano renascido nas trevas, que levou um terço dos anjos a perdição, cavaleiro negro senhor de tudo aquilo que se denomina anti-cristo, um deus diante daqueles a quem te seguem, esperando a hora da vingança, demasiadas vezes os anjos tem se desvanecido e eu não quero fazer parte desse jogo...
  Caído da graça até o fim de todos os seus dias, das cinzas do inferno ele está reconstruindo sua fé, não haverá escapatória, pois ele está caído longe da graça.

  É isso que ele queria, o que ele se tornou, ele está andando sozinho...

  Do paraíso para o inferno.
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Enquanto num sonho...


  Hoje parei para pensar enquanto num sonho, revivi coisas passadas, de onde fui novamente o ator principal, mesmo cenário, novos atores, pessoas de perto, pessoas de longe e ate mesmo pessoas que nunca havia visto, representantes de algum lugar escondido aqui dentro da minha mente.
Parei para pensar enquanto nesse sonho se passava uma historia, emocionante? Sim, verdadeira? Quem pode dizer que não? 
  Existe um mistério em torno disso tudo, podemos nos perguntar, da onde vem os sonhos e de onde projetamos personagens que nunca vimos? 
  Eu só sei que...
  Hoje parei para pensar enquanto num sonho...
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